Atendimento na UTI Pediátrica do Walfredo Gurgel é normalizado


O Governo do RN, por meio da secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e a direção do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG), informa que a Cooperativa Médica (Coopmed) aceitou cobrir os plantões dos dias 29 (dia), 30 (dia) e 31 (noite) da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica do HMWG.

A unidade estava com redução no quadro de intensivistas pediátricos e, com a recomposição da escala, o hospital não deixará mais de receber novos internamentos nos próximos dias.

Também não haverá necessidade de transferência das crianças internas para outros serviços de saúde do RN e do próprio Walfredo Gurgel. Até o momento, apenas uma criança havia deixado a UTI Pediátrica e ocupado uma vaga na UTI Geral. O retorno dessa criança para o tratamento intensivo pediátrico já foi confirmado.

Outra criança que foi avaliada pela pediatra do plantão da sexta-feira (27) já estava em condições de alta e foi transferida para um leito de enfermaria. Ela permanecerá no leito, finalizando o tratamento, até o momento de receber alta do hospital.

Uma terceira criança será transferida para o Hospital Rio Grande para a realização de um procedimento cirúrgico que não é feito no Walfredo Gurgel. A transferência já havia sido solicitada pela equipe médica e não foi resultante da falta de profissionais para a cobertura dos plantões do fim de mês de dezembro. As falhas na escala ocorreram devido ao pedido de exoneração de dois intensivistas pediátricos do HWMG. Aliado a isso, também havia profissionais que solicitaram aposentadoria e outros que entraram de férias.

Alerta

Nessa sexta-feira (27), o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sindmed-RN) havia alertado para o fechamento da UTI. Em nota, a categoria denunciou que a “UTI Pediátrica do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel vai fechar por falta de médicos para cobrir escala”.

O texto acrescentava ainda que os “médicos da UTI informaram à direção do Hospital, à Sesap e ao Ministério Público desde setembro deste ano sobre a situação de trabalho sob a qual estão submetidos. Além da estrutura física do setor, os profissionais sofrem com salários atrasados. Por isso, muitos pedem exoneração.”

O sindicato também teceu duras críticas à gestão da governadora Fátima Bezerra. “Em 2016, sob o governo de Robinson Faria, a UTI do Hospital Maria Alice Fernandes foi fechada também por falta de pediatras. O governo de Fátima Bezerra é irresponsável e dá continuidade à política de sucateamento do SUS dos governos anteriores, pois o Estado foi alertado dos problemas da unidade e não foram tomadas providências”, finalizou.

Por Portal no Ar