Ministério da Saúde muda estratégia e orienta buscar médico aos primeiros sintomas de Covid-19

A health worker checks a COVID-19-infected patient at Anhembi emergency makeshift hospital in Sao Paulo, Brazil on July 1, 2020. - The Red Cross decried Wednesday the politicisation of the pandemic in many countries, warning that the "divisive" response by leaders in places like Brazil and the United States was taking a heavy toll. The South-American country counts nearly 60,000 deaths from more than 1.4 million cases. (Photo by Miguel SCHINCARIOL / AFP)

O Ministério da Saúde mudou sua estratégia e passou a recomendar nesta quinta (9) que pacientes procurem atendimento médico ao sentir qualquer um dos sintomas da Covid-19, mesmo aqueles considerados leves.

Antes, a orientação era a de que quem tivesse os sintomas mais brandos ficassem em casa e procurasse auxílio apenas em caso de efeitos mais graves, atribuíveis à doença, como falta de ar. Além desta última, entre as manifestações mais recorrentes da doença, estão febre, tosse, cansaço, dor no corpo e mal-estar, dor de garganta, dor de cabeça e, em alguns casos, espirro, coriza e diarreia

Segundo o secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, as evidências no Brasil e no mundo mostraram que, quando se busca o atendimento numa fase inicial da doença, é possível evitar o agravamento.

Ele acrescentou ainda que a nova diretriz busca evitar mortes e o agravamento da doença, que, consequentemente, compromete a estrutura de atendimento.

Elcio argumentou que o paciente, ao aguardar em casa, tem chegado ao hospital em quadros clínicos mais graves e isso dificulta a reversão da doença. Reportagem da Folha publicada na terça (7) mostrou um salto de 53% nas mortes naturais ocorridas em casa entre 15 de março e 13 de junho.

“O tratamento precoce tem uma resposta mais assertiva, evitando piora, evitando necessidade de respiradores”, disse.

O secretário ressaltou que o SUS está preparado para receber os pacientes. “Foram criados os centros de triagem, os centros comunitários. Estamos reforçando toda a estrutura de atenção primária com médicos contratados pelo programa Mais Médicos. Isso foi feito para que a população pudesse procurar atendimento precoce.”