Gripes no Brasil mataram mais de 900 em 2018 e quase 800 em 2019 ; quando pesquisado dengue, 782 óbitos no país ano passado

Brasília - O Ministério da Saúde promove o Dia D de Vacinação contra a gripe em postos de todo o País. A expectativa é imunizar, até o próximo dia 26, cerca de 90% das 54,2 milhões de pessoas que estão no público-alvo da campanha. (Marcello Casal Jr/AgenciaBrasil)

Apesar da preocupação com a disseminação do coronavírus na pandemia que vem fazendo vítimas pelo mundo, outras doenças, já conhecidas e até evitáveis com vacina, ainda fazem vítimas no país e continuam alvo de preocupação em saúde pública.

Não são apenas doenças com surtos recentes, como sarampo, dengue e chikungunya, mas também gripes, como a causada pelo coronavírus. O vírus influenza A (H1N1), por exemplo, matou uma média de duas pessoas por dia no Brasil no ano passado.

Em 2019, foram registrados 3.430 casos de infecção e 796 mortes em decorrência da infecção por H1N1, segundo o Ministério da Saúde. A maioria dos casos afetou idosos, crianças pequenas e pessoas com outros fatores de risco associados, como pneumopatias e doenças cardiovasculares crônicas. A epidemia de H1N1 começou em 2009, em um cenário de alarde similar ao vivido hoje com o coronavírus.

Em 2018, foram registrados 3.880 casos de H1N1, e 917 óbitos nesse mesmo período no país. Além do desafio desse e de outros vírus respiratórios, como o A(H3N2) e o vírus influenza B, surtos conhecidos no verão brasileiro e doenças que se consideravam desaparecidas e voltaram ao país ainda inquietam especialistas e afetam a população.

No ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde, foram confirmados 782 óbitos por dengue no país, e 92 por zika. O sarampo fez 15 vítimas letais em 2019 – 14 delas em São Paulo, estado que ainda vive um surto da doença.